Santiago estava transtornado por ter descoberto que estava sendo traído. E após ter destruído o seu quarto, saiu sem rumo pelas ruas.
Em quanto isso, Allison estava preparando-se para dormir.
No meio da madrugada o telefone do Allison começa a tocar e quando ele atende, uma mulher começa a falar:
- Aqui é Dóris, sou garçonete do bar
Tome Todas. Nós já estamos fechando...
- Senhorita, eu vou desligar. – ele interrompeu.
- Não! Olha, tem um rapaz muito bêbado aqui e o seu número é o primeiro na lista de telefones dele. Nós já estamos fechando o bar e preciso que você ou alguém venha buscá-lo.
- Mas eu nem sei quem ele é. Qual o nome dele?
- Um minuto vou perguntar. – disse ela.
-
Qual o seu nome? – perguntou ela a ele.
-
Meu nome é Sant... Santiago, doçura.
- Ele disse que se chama Santiago.
- É eu ouvi; dê-me alguns minutos que chego aí. Ah! Qual é o endereço?
Então, Allison foi buscá-lo e em quanto dirigia pensava “
Eu devo ter feito muito mal em outras vidas para passar por algo desse tipo”. Quando chegou avistou a garçonete estava escorada na fachada do bar segurando o Santiago, então, ele o pego e entrou no carro. Já dentro do carro, Allison começou a dar
um discurso:
- Você pensa que eu não tenho nada a fazer de melhor que vir buscar um bêbado no meio da madrugada?
- Mas Allison...
- Foi uma pergunta retórica. – Cortou-o secamente e continuou a falar – Você tem que adquirir maturidade. Não dá para você ir a um bar, beber até não conseguir andar e pedir para alguém vir te buscar. – Respirou fundo.
Após ele ter terminado de falar, o silêncio pairou no carro. Quando eles chegarem à casa de Allison, ele ajudou Santiago a tomar banho e o colocou para dormir em sua cama, em quanto ele foi dormir no sofá da sala. Mas duas horas depois o seu despertador estava tocando, mostrando que era hora dele acordar. Então, ele tomou um banho gelado e duas xícaras de café bem forte e sem açúcar, para tentar conseguir ficar acordado, pelo menos, o expediente inteiro. Antes de sair ele deixou um bilhete dizendo "
Fui trabalhar, fique a vontade para comer o que quiser. A chave está ao lado, tranque tudo quando sair. Ligo para você quando sair da agência. Allison." e uma cópia da chave do apartamento para Santiago.
Allisson mal conseguia permanecer com os olhos abertos, devido ao sono. E quando chegou à hora do almoço, o que ele mais queria era poder relaxar e almoçar tranquilamente, entretanto o seu celular começou a tocar e quando ele olhou para o visor viu escrito "
Número desconhecido", então, ele rejeito a chamada e voltou a almoçar, porém o seu almoço foi interrompido mais quatro vezes até ele atender a ligação - e ainda era a cobrar – e quando atendeu disse:
- Espero que seja importante, porque você está conseguindo piorar ainda mais o meu dia.
- Alô... Alô... Allison? É o Lorenzo! – disse com uma voz baixa e trêmula.
- Lorenzo, o que você quer? Estou no horário de almoço e gostaria de almoçar em paz.
- Eu estou todo
arrebentado, acabei de ser assaltado, e só estou ligando para você porque meus pais não estão atendendo nenhuma ligação e estou longe do colégio para voltar.
- O quê? Você está muito machucado? Onde você está?
- Não sei muito onde estou, é uma rua sem muito movimento. Estou em frente a um bar chamado
Tome Todas.
- Já até sei onde você está. – disse rindo. Em 15 minutos eu chego, não saia daí.
- Não, eu vou entrar no bar e tomar todas. – disse ironicamente.
Passado alguns minutos o carro do Allison encostou e ele entrou e disse:
- Valeu! Se não fosse você atender eu teria que ir andando até o meu colégio e daí esperar os meus pais me buscarem e
blá, blá, blá...
- Tudo bem! No hospital você me explica melhor, mas antes vamos a uma delegacia fazer o boletim de ocorrência. Só vou ligar para o meu chefe e avisar que vou ficar o resto do dia fora.
- Não, não precisa me levar ao hospital e nem na delegacia; é só você me deixar na minha casa que já está bom.
- “Não” digo eu! Vamos sim. Quando nós sairmos da delegacia eu ligo para os seus pais.
- Tudo bem.
Então, eles foram primeiramente à delegacia fazer o boletim de ocorrência e depois ao hospital. Quando eles saíram de lá já passava das 18h00.
Quando o Allison estacionou o carro em frente à casa do Lorenzo disse:
- Chegamos.
Lorenzo olhou fundo nos olhos dele e deu um abraço dizendo:
- Obrigado por tudo, se não fosse você não sei onde e como eu estaria.
- Não foi nada... – disse gaguejando.
Lorenzo desceu e entrou em sua casa.
Mas Allisson ficou parado, por mais ou menos 10 minutos, sem ter nenhuma reação, só pensado em como tinha sido o seu dia e em como ele tem tratado as pessoas ao seu redor. Ele ligou o carro e foi embora.
Quando foi por volta de 23h45 o telefone tocou e ele atende dizendo:
- Por favor, diga-me que é engano.
- Alô... – era a voz de um homem bêbado.
- Ah, não! É você Santiago?
- Sim, te peguei! – disse rindo e continuou falando – Eu só estou ligando para agradecer a você e dizer que amanhã o almoço é por minha conta. Ah! Aconteceu algo? Porque eu liguei na agência e disseram que você saiu para almoçar, mas ligou avisando que ficaria o resto do dia fora por causa de um problema.
- Não foi nada. Eu explico amanhã no almoço.
- Tudo bem. Boa noite.
- Igualmente.
Então, ele voltou a dormir.